da melind@
Quando me expresso me traduzo um pouco.É uma forma de me reinventar, revisitar minhas idéias e reescrever meus pensamentos. Conversando alto e mostrando os sabores que eu provo posso mantê-los vivos e inesquecìveis. Este é um espaço para abusar das palavras e colecionar interrogações!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Minhas mentiras sinceras..
da melind@
domingo, 31 de outubro de 2010
Apenas vicejar

ostente-se exuberante,
brote,
Lance e estire suas pernas
sobre o mundo,
Expanda-se, exale-se,
torne-se e entorne-se
gaste-se,
dispenda-se e multiplique,
enleve-se à máxima potência,
extraia sua raiz suntuosamente..
Não acabe no que cabe,
desabe, deixe resíduos
reproduza-se ,
duvide, revide
invada suas
sábado, 30 de outubro de 2010
Quem você pensa que é?
O meu soldado simboliza um centro de triagem de idéias e quando ele aparece geralmente é o indício de que preciso fechar a porta e esvaziar um pouco a mente. Limpar a coreografia. Mas aí estava esta perguntinha aí em cima brilhando em néon e me pedindo pra falar sobre as minhas fronteiras a quem interessar possa. Não é a primeira impressão a que fica!
(...)E no começo era a pergunta...
Todas as falas e cores que introduzo não são mais que um jogo de luzes no palco. São truques que escondo na manga e que me sugam energias insondáveis. Todos os meus talentos são emprestados, por um tempo bom, talvez um período de teste enquanto viajo por meus países distantes, e muitos nem uso ou simplesmente desconheço. Outros não aprimoro, nem acredito. São tantos os talentos que granjeei que não me permito usá-los. Os poucos que descubro me assombram.
Se eu tivesse que definir quem penso que sou ficaria parada a contemplar meu deserto, talvez por uma vida e ainda assim não restaria nada a dizer. Isto porque sei que não somos definíveis pelo que vertemos, mas apenas pelo débil instante em que tomamos consciência do todo de nós.
Por segundos me encontro no outro logo ali. Desperto sensações que me simulam. Parecem muitos meios de um único inteiro. Aí neste exato ponto identifico alguns sintomas de quem estou.
Sou um colar de lapsos concretos de verdades cheias de inconcretude. Sei que a substância que busco é justamente o que me entorna de volta ao vazio de mim.
Definir quem penso que sou é uma armadilha , uma charada que se apresentou na porta do meu primeiro olhar para o mundo.
Provavelmente a fórmula não seja o caminho, não obstante inexista caminho.
Mas escrever é este desvio para fora da estrada, este delicioso desencontro de nós. Isto é certo.
Nas linhas errantes e incertas vão aparecendo vestígios de verdades acerca do meu sujeito mais que "im" perfeito e vão se desenhando sombras, abrindo lacunas e preenchendo vazios.
A linguagem que veio para formatar o pensamento acabou por libertá-lo e dar a ele as tintas para criar seus neologismos particulares em múltiplas construções.
Se eu me propusesse a descobrir quem penso que sou precisaria simplesmente continuar esta mescla de mim com o outro, com o todo e com minhas infinitas faces do avesso.
...neste espaço que atravessa
o sempre , tem o tempo
tem a gravidade, o vento
e a eternidade...
E o soldadinhho estava deitado esta manhã....
Who do you think you are?Arte
Beijos da milícia
da Melind@
domingo, 24 de outubro de 2010
Interagindo de verdade....?
beijo fóbico
da melind@
Nem preciso dizer que me apaixonei por este vídeo. Emocionante.Fala sobre afinidades para além das formas.
sábado, 23 de outubro de 2010
Gavetas abertas: pequenos indícios da verdade de Jung..
sábado, 16 de outubro de 2010
Arte: talento é talento
As impostoras...

me esconder quietinha.
Venho pra encontrar
comigo, com meus eus e suas
lacunas.
Me ponho em pequenas
orações entre concreto e
nuvens pra lembrar
meus vazios ..
minhas porções de texto
ilegível, respostas sem perguntas..
Meus vácuos como
verbos defectivos, não se
conjugam em certos tempos
e pessoas..
Me expresso
pra ser quem não sou um pouco..
pra me exibir, me provocar..
Monto e desmonto as peças e
como nada mais se encaixa
quando se altera substância,
fico a levitar sobre mim,
Anseando por mais do puro
e intocado bocado de mim..
Sigo encontrando muitas
in-tocadas e ao tentar traduzí-las,
sei que somos
de fato intraduzíveis
impostoras.
beijo embusteiro
da melind@
obs.: A foto lembra o estilo de Spencer Tunick sobre fotografar os pelados...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Minhas crianças..
O Totó de Giuseppe Tornatore é a minha inesquecível criança....meu sonho, minha lágrima e meu eterno rebuliço. É sublevação, alvoroço, festa e inquietação. Eu hoje assisti novamente o meu atualíssimo Cinema Paradiso. Este sorriso é minha homenagem a todas as crianças de todos os tempos que fomos e sempre seremos...beijo efervescente
da melindinh@
Especulando sobre reminiscências
O fato é que minha visão direta das idéias é cada vez mais indireta e eivada de nuanças novas . É sobre isto que costuro neste post. Valha-me Sócrates...
Beijo filosófico
da melind@
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Meditando ou fantasmAGORANDO
Você...
- ...
- Já se foram todos !! Sei! Não está com calor com este vestidão? E esse coque? Não se usa mais este tipo de cabelo sabia? Em pensar que a gente nem se conheceu. Pra te falar a verdade eu não conheci o meu avô. Quando eu nasci ele já tinha morrido . Aliás vocês todos morreram cedo não? (Bate na madeira). Que venha daí!
- Brincadeirinha!! Ok, foi uma piada sem graça.
Quando sair não faz barulho!! E... volte sempre!!
- Ah sim vou achar aquela foto e...
beijo fantasmagórico
domingo, 10 de outubro de 2010
Onde está o amor....
aquele amor sem nome
que guardo na boca
que acalma meu peito
Ele que habitou meus sonhos
e recheou minhas
conversas suculentas,
Parece que vestiu outra
roupa, ficou formal,
pragmático, deixou de
ser ele mesmo..
Se tornou uma sombra,
um vazio refletido na
lâmina da razão
que desconheço..
Virou amor que escolhe
palavras e inventaria
custos.
Não sei o que fiz
com ele,
Um dia o reconheci
numa revista desenhado
sob medida,
estava tão bonito,
mas era só uma
imagem espelhada
sem as substâncias
que eu amava,
Não sinto mais o cheiro
daquele amor largado
que tomava posse ,
arrastado pelas falas
que invadiam a madrugada,
de bem com a vida...
Perdi aquele
amor na paz,
sem perguntas ,
o de estar junto
e ser do bem,
Outro dia vi um beijo
jogado pelo ar
e era doce, manso, terno ,
pensei que o amor estava
junto,
corri para encontrá-lo,
mas talvez eu tenha imaginado
ou lido em qualquer história
de ficção...
Desapareceu em meio aos
argumentos lúcidos do
tempo,
desgastou-se,
perdeu a confiança,
Quem sabe o amor
deixou de acreditar
em mim,
Cansou de andar enfeitado
de simulações ou mascarado
de hipocrisia,
Não sabia mais ficar
reprimido pela
minha arrogância,
Cansou de andar por aí
se esgueirando por meus
caprichos..
Numa tarde eu o ouvi
em uma música,
ele parecia ser de novo
aquele amor humano e
visceral que conheci um dia,
Reconheci ali sua força e
integridade,
ele falava em saudade
e lealdade,
se dizia cúmplice do
meu desejo e
prometia nunca partir..
Despertei da canção no
susto ao ouvir minha voz
cantar e começar a
duvidar daquele amor- paixão..
Chamei aquilo de ilusão
e voltei a procurar
nos livros ,
nas palavras
e nas telas por aquele amor-perdão..
Quero de volta sim ,
nessa nova estação,
ele que me fascina e causa
sensação...
sem ele não suporto
e não vejo solução...
Vou falar nele, lembrar
até a exaustão,
vou torná-lo vivo , presente,
cantar num verso e
estampar no quadro de
lembretes...
Quem sabe ponho um anúncio,
uma nota ou declaração ,
assim trago comigo este estado
dele em mim e me entrego
poesia assim..
Beijo intenso
Check Mate
da melind@
Fio Entrei no absoluto e simples vagar do tempo. Invadi os espaços aparentes que reservei para um dia. Olhei minha própria fa...
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Fio Entrei no absoluto e simples vagar do tempo. Invadi os espaços aparentes que reservei para um dia. Olhei minha própria fa...
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"Cada um de nós é vários , é muitos , é uma prolixidade de si mesmos . Por isso aquele que despreza o ambiente não é o mesmo q...



